Notícia no Ato

Acusado de matar professora em trilha de SC vai a júri popular

A Justiça de Santa Catarina decidiu que Giovane Correa Mayer, de 21 anos, será submetido a júri popular pelo assassinato da professora e pós-graduanda Catarina Kasten. A decisão, confirmada pelo Tribunal de Justiça na última sexta-feira (8), mantém as acusações de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver. A defesa do réu ainda possui prazo legal para apresentar recurso contra a sentença de pronúncia.

Relembre o crime

O crime aconteceu na manhã de 21 de novembro de 2025, na trilha da Praia do Matadeiro, no Sul da Ilha de Florianópolis. Catarina, de 31 anos, seguia para uma aula de natação quando foi abordada. Conforme o inquérito policial:

Acusado de matar professora em trilha de SC vai a júri popular
Foto: Reprodução
  • Ataque: O réu foi flagrado por câmeras de segurança escondendo-se na vegetação pouco antes da passagem da vítima.
  • Causa da morte: O laudo pericial apontou asfixia por estrangulamento, com indícios do uso de um cadarço ou cordão.
  • Prisão: Giovane foi detido no mesmo dia do crime e confessou a autoria aos policiais militares, alegando estar sob efeito de substâncias entorpecentes.

Agravante sobre o acusado

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) sustenta que o crime teve agravantes severas, incluindo o uso de recursos que impediram a defesa da vítima e a tentativa de esconder o corpo em uma área de difícil acesso para retardar a localização.

Ademais, o caso também provocou a reabertura de uma investigação de 2022. Giovane Mayer havia sido citado por testemunhas em um caso de estupro anterior, que fora arquivado em julho de 2025. Assim, com os novos fatos, a polícia retomou a apuração sobre a conduta do acusado antes do feminicídio de Catarina.

Mobilização social

Portanto, a morte de Catarina Kasten gerou uma onda de protestos em Florianópolis. Estudantes e professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde ela estudava, realizaram atos cobrando segurança em trilhas e espaços públicos. Manifestantes também refizeram o trajeto da vítima no Matadeiro em homenagem à professora e como forma de protesto contra a violência de gênero na capital.

Por fim, o processo agora avança para a fase final antes da marcação da data do julgamento pelo Tribunal do Júri.

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