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Quase 10 anos depois, mãe é condenada pela morte de bebê abandonado em terreno baldio em Santa Cecília

Após quase uma década de espera por justiça, uma mulher foi condenada pela morte do próprio filho recém-nascido, encontrado sem vida em um terreno baldio no município de Santa Cecília, no Meio-Oeste catarinense.

O caso ocorreu no início de 2017 e causou forte comoção na comunidade. Na época, moradores localizaram o corpo do bebê abandonado logo após o nascimento. As investigações apontaram que a própria mãe teria deixado a criança no local, o que levou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) a denunciá-la por homicídio qualificado.

O julgamento foi realizado na última quinta-feira (11), no Tribunal do Júri. Representando o MPSC, o promotor de Justiça Rafael Scur do Nascimento sustentou a acusação e pediu a condenação da ré.

Durante a sessão, os jurados entenderam que houve a prática de homicídio simples, afastando a qualificadora que apontava impossibilidade de defesa da vítima. A confissão da acusada foi considerada como circunstância atenuante na dosimetria da pena.

Com isso, a mulher foi condenada a seis anos de prisão em regime semiaberto. A Justiça também concedeu o direito de recorrer da sentença em liberdade.

De acordo com os laudos periciais apresentados no processo, foi descartada a hipótese de que o crime tenha ocorrido sob influência de estado puerperal — condição que pode afetar o discernimento da mulher após o parto e que, em alguns casos, pode alterar a responsabilização penal.

O promotor Rafael Scur do Nascimento destacou que a condenação representa uma resposta aguardada há anos pela população. Segundo ele, o resultado é fruto do trabalho contínuo dos promotores de Justiça que atuaram no caso ao longo desse quase uma década, buscando levar os fatos ao Tribunal do Júri e garantir a aplicação da lei.

O caso marcou profundamente a comunidade de Santa Cecília e permaneceu por anos como um símbolo da busca por justiça diante de uma tragédia que chocou a região.

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