Uma nova etapa da Operação Sodalitas Finis foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (3) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pela Polícia Civil de Santa Catarina. A ação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão relacionados à investigação de uma organização criminosa com atuação no estado.


Embora as ordens judiciais desta fase tenham sido cumpridas em Chapecó, a operação tem reflexos em diversas regiões catarinenses, incluindo Lages, que esteve entre as cidades atingidas durante a quarta fase da investigação, realizada em fevereiro de 2025.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as investigações apuram a atuação de um grupo envolvido com tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de armas e comércio clandestino de armamentos.
Nesta nova etapa, os investigadores também apreenderam drogas durante o cumprimento das ordens judiciais. A ação foi autorizada pela Vara Estadual de Organizações Criminosas após representação da Polícia Civil e requerimento da 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital.
Lages integrou operação de grande porte
A atual ofensiva é considerada um desdobramento da quarta fase da Operação Sodalitas Finis, deflagrada em fevereiro de 2025, quando foram cumpridos 70 mandados de busca e apreensão e 49 mandados de prisão preventiva.
Na ocasião, as diligências ocorreram em diversas cidades catarinenses, entre elas Lages, além de Chapecó, Joinville, Palhoça, Curitibanos, São José do Cedro, Coronel Freitas e Guatambu. Também houve ações em Cascavel, no Paraná.
Segundo os órgãos de investigação, o avanço da operação ocorreu após o compartilhamento de informações entre a Polícia Civil e o Ministério Público, permitindo o cruzamento de dados e o fortalecimento das estratégias de combate ao crime organizado.
Objetivo é desarticular facção criminosa
O nome Sodalitas Finis significa “o fim do grupo” e faz referência ao objetivo principal da operação: enfraquecer e desarticular uma organização criminosa inicialmente identificada na região de Xaxim e Chapecó.
As investigações apontam que os integrantes estariam ligados a crimes graves, como tráfico de drogas em larga escala, homicídios, roubos e outros delitos relacionados ao crime organizado.
Os materiais apreendidos serão encaminhados para perícia da Polícia Científica. O caso segue sob sigilo judicial e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.


