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Justiça determina suspensão salarial e condena vice-prefeito de Lages a quase 11 anos de prisão

O vice-prefeito de Lages, Jair Júnior, teve o salário suspenso por decisão da Justiça da Comarca de Lages, em sentença proferida em ação penal ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A decisão também determinou a perda do cargo público e a condenação a 10 anos e 11 meses de prisão por crimes relacionados à violência contra a mulher.

De acordo com a defesa, a perda efetiva do cargo ainda depende do trânsito em julgado da decisão, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recursos.

O advogado Guilherme Ramos afirmou que a sentença ainda é passível de contestação judicial e informou que a defesa irá buscar a reversão tanto da ordem de prisão quanto dos efeitos da condenação relacionados ao cargo ocupado pelo vice-prefeito.

Segundo Ramos, um pedido de habeas corpus deverá ser protocolado junto ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), possivelmente ainda durante o plantão judicial deste final de semana.

Na noite de quinta-feira (21), durante o cumprimento do mandado de prisão, Jair Júnior deixou o local e acabou se envolvendo em um acidente na BR-116, após colidir o veículo que conduzia contra um caminhão.

Em nota, a Prefeitura de Lages informou que tomou conhecimento da ordem judicial por meio de comunicado oficial e reafirmou seu compromisso “com a legalidade, a transparência, o respeito às instituições e à atuação dos órgãos competentes”.

Ainda conforme a administração municipal, Jair Júnior encontra-se hospitalizado e seu estado de saúde é considerado estável.

Na noite desta sexta-feira (22), a Executiva Estadual do Podemos divulgou nota oficial reforçando que Jair Júnior não integra mais os quadros do partido desde abril de 2025.

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