Recanto do Pinhão Aracy Paim encerra atividades neste domingo e já deixa saudades

A satisfação por ter participado de uma das maiores festas gastronômicas do Sul do país podia ser notada nos sorrisos e nos celulares a postos, pois quem vivenciou esta experiência registrou as lembranças de um evento que já faz parte do calendário cultural nacional

Foram mais de 110 atrações em dezessete dias de evento (3 a 19 de junho). Quem passou pelo Recanto do Pinhão Aracy Paim encontrou o que há de melhor da cultura local, gastronomia típica, música e danças tradicionalistas, artesanato, o frio serrano e muito calor humano. Lageanos e lageanas provaram mais uma vez que a receptividade da Serra Catarinense é um dos pontos fortes, agradando turistas e visitantes de vários pontos do país que vieram prestigiar a 32ª Festa Nacional do Pinhão.

Além dos artistas locais que tiveram a oportunidade de mostrar seu talento, o espaço foi aberto para as apresentações dos alunos da Escola de Artes Elionir Camargo Martins. Crianças, jovens e adultos, muitos pisando em um palco aberto pela primeira vez, puderam fazer devolutivas de todo o aprendizado ao longo do ano.

Este domingo (19) nem parecia ser o último dia de atividades na praça João Costa, especialmente montada para receber o público. A animação ainda tomava conta de todos os espaços e as apresentações no palco com músicas dançantes lembravam os primórdios da Festa do Pinhão, que nasceu com pequenos grupos na praça. Hoje, com proporções gigantescas de uma festa nacional, que atrai milhares de turistas, o Recanto ainda é considerado o “esquenta” para os shows que acontecem no parque de exposições Conta Dinheiro.

A programação do último dia contou com a participação de Brenda Meckaele, André e Léo, Talentos da Coxilha Rica, Poeta Iradi Chaves, Pedro Freitas e Banda, Daniel Dvaz e encerrou com o Boteco do Laurindo Show.

A Festa do Pinhão, além de mostrar ao mundo a identidade local, ainda aquece a economia com incremento nas vendas do comércio. Neste final de semana, em especial no sábado, era possível entrar nas lojas que ficaram com as portas abertas até mais tarde para receber turistas desprevenidos no frio, que poderiam escolher boinas, mantas e casacos para aquecer o corpo nas temperaturas que ficaram abaixo dos 10°C em muitos dias do evento.

Não esquecendo o lado social, que sempre foram ponto alto no Recanto do Pinhão, com espaço cedido às entidades filantrópicas que puderam comercializar produtos e gastronomia típica. A paçoca de pinhão, entrevero e o tradicional ponche, uma mistura de vinho com gemada que promete esquentar mesmo nos dias mais frios, foram os itens mais vendidos.

A satisfação por ter participado de uma das maiores festas gastronômicas do Sul do país podia ser notada nos sorrisos e nos celulares a postos, pois quem vivenciou de perto esta experiência queria registrar as lembranças de um evento que já faz parte do calendário cultural nacional. E com certeza já deixou saudades.

Texto: Aline Tives/Fotos: Ary Barbosa de Jesus

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