Considerada atualmente uma das obras de infraestrutura mais complexas do Brasil, a pavimentação da SC-370, que liga Urubici a Grão-Pará, passando pela Serra do Corvo Branco, segue em ritmo acelerado. O tráfego no trecho está interditado desde meados de janeiro para a execução de serviços que envolvem drenagem, reforço de solo com macadame, contenções com grampos de aço e concreto, implantação de base, asfaltamento, concretagem e sinalização.

De acordo com o engenheiro e coordenador regional de obras da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), Ricardo Costa, a previsão é de que o primeiro trecho — entre Urubici e o corte no topo da montanha — seja concluído até o final de fevereiro. Na sequência, os trabalhos se concentrarão no corte da serra e no trecho em direção a Grão-Pará, onde será implantado o pavimento rígido, em concreto.
“O investimento total nos três trechos deve chegar a R$ 60 milhões. Teremos aqui uma das obras mais icônicas do Estado, uma autêntica rota cênica e turística, que se tornará um dos cartões-postais de Santa Catarina”, destaca Ricardo Costa. Ele ressalta ainda que a obra é prioridade do Programa Estrada Boa, do Governo do Estado, e exige cuidados extremos em razão do alto grau de risco de acidentes.

Atualmente, cerca de 40 trabalhadores atuam simultaneamente nos três trechos da obra. Uma das frentes avança com pavimento flexível (asfalto) desde o pé da serra até o corte no alto da montanha, pelo lado de Urubici. Outra opera em um trecho de 2,5 quilômetros entre o corte da montanha, no sentido Grão-Pará, enquanto a terceira equipe atua especificamente no trecho de um quilômetro localizado no corte da serra.
“Esta obra é uma reivindicação de mais de 50 anos de prefeitos e empresários. Vai ligar a Serra ao Sul catarinense e integrar as economias dessas duas regiões. Será emblemática para Santa Catarina e um marco do governo Jorginho Mello”, afirmou o assessor regional da SIE, João Cidinei da Silva.

Na execução do trecho em direção a Grão-Pará, será utilizada placa de concreto projetado com tela de alta resistência, com 22 centímetros de espessura. Em alguns pontos, estão sendo projetadas vigas em balanço e até a implantação de um falso túnel, garantindo maior largura da pista e segurança aos motoristas.
No trecho considerado mais emblemático da rodovia, a fenda que separa as duas montanhas possui cerca de 90 metros de profundidade, ladeada por paredões rochosos que formam um visual impressionante. Relatos históricos são de que a formação geológica, com idade estimada em 160 milhões de anos, foi a primeira ligação oficial entre a Serra e o Litoral catarinense.
Texto/fotos: Onéris Lopes




