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Seminário da Alesc discute diagnóstico precoce e direitos de crianças autistas em São Joaquim por iniciativa do deputado Lucas Neves

São Joaquim foi palco, nesta quarta-feira (10), do II Seminário Transtornos do Desenvolvimento: diagnóstico precoce, intervenção multidisciplinar e direitos para uma vida inclusiva. O encontro aconteceu no Parque Nacional da Maçã e reuniu profissionais da educação, da saúde e famílias em torno de um único objetivo: garantir que crianças e adolescentes com deficiência tenham caminhos reais para aprender e conviver.

O evento foi iniciativa do deputado estadual Lucas Neves (Republicanos), com organização da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Escola do Legislativo “Deputado Lício Mauro da Silveira”, ambas da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

“Em 50 dias reunimos 10 mil pessoas nos seminários de Lages, Joaçaba, Ibirama e São Joaquim. Muito mais do que números, isso mostra o tamanho do nosso movimento, que amplia a pauta e a construção de políticas públicas de inclusão, porque não vamos acabar com o preconceito a curto prazo”, afirmou Lucas Neves.

Ao longo da programação, os participantes debateram estratégias e desafios para a inclusão escolar e social. As discussões passaram por desenvolvimento, aprendizagem e políticas públicas, sempre com foco prático: como transformar conhecimento técnico em ações que ajudem, de verdade, os estudantes público-alvo da Educação Especial.

Um retrato da realidade local

Os números reforçaram a urgência do tema. Hoje, a APAE de São Joaquim atende 151 pessoas com transtorno do desenvolvimento intelectual, Autismo e Atraso Global do Desenvolvimento. A preocupação maior recai sobre as muitas crianças que ainda não têm um diagnóstico fechado e se enquadram em diferentes tipos de transtorno. Esse cenário exige mais qualificação para a conclusão de laudos e para os encaminhamentos que vêm depois.

“A compreensão do autismo é uma semente que precisa ser plantada diariamente para, no futuro, dar frutos às famílias atípicas. Precisamos disso para que a inclusão realmente aconteça na ponta e não fique apenas no discurso”, completou o deputado.

Especialistas no palco

O seminário contou com três nomes de peso na área. A pedagoga e advogada Jamila Galdino Prochaska Lemos, doutoranda em Educação pela Udesc e professora da Fundação Catarinense de Educação Especial. A mestre em Educação pela Uniplac Vivian Fátima de Oliveira, professora e coordenadora do curso de Psicologia da mesma universidade. E a mestre em Educação Especial pela UFSCar Wania Aparecida Boer, com mais de 30 anos de trajetória na Educação Especial e Inclusiva.

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