Um policial militar da reserva, que atualmente atua como motorista de aplicativo, foi vítima de um sequestro durante uma corrida na região da Serra Catarinense. O caso terminou com um dos suspeitos morto após a vítima reagir.
De acordo com informações repassadas pela própria vítima, a corrida foi solicitada por telefone, com saída do município de Anita Garibaldi e destino a Zortéa, com pagamento antecipado. Durante o trajeto, dois homens entraram no veículo, e posteriormente um terceiro embarcou após alteração do destino para Campo Belo do Sul.
A situação se transformou em um sequestro quando, ao parar em um ponto indicado pelos passageiros, o motorista foi surpreendido por um dos indivíduos, que o imobilizou com um golpe conhecido como “mata-leão” e fez ameaças com uma faca. A vítima foi rendida, teve as mãos amarradas e foi obrigada a permanecer no banco traseiro do carro, enquanto um dos criminosos assumia a direção.
Durante o deslocamento, os suspeitos afirmaram que levariam o motorista até São José do Cerrito, onde ele seria morto. Segundo o relato, os autores chegaram a mencionar que o crime teria sido encomendado, com pagamento previamente combinado.
A ação criminosa foi interrompida nas proximidades do portal de acesso a São José do Cerrito. Em determinado momento, parte do grupo desceu do veículo, o que permitiu que a vítima conseguisse se soltar. Ao perceber a reação, um dos sequestradores tentou atacá-la com a faca, momento em que o policial reagiu e efetuou um disparo de arma de fogo, atingindo o agressor.
O suspeito morreu ainda no local. Os outros dois envolvidos fugiram em direção a uma área de mata e não foram localizados até o momento.
Após conseguir sair do veículo, a vítima pediu ajuda a uma pessoa que passava pelo local, que acionou a Polícia Militar. Equipes realizaram buscas com apoio de setores especializados e uso de drone, porém os suspeitos não foram encontrados.
A Polícia Civil foi acionada e, após análise inicial, o caso foi tratado como legítima defesa. A Polícia Científica realizou a perícia e a remoção do corpo. O homem morto não portava documentos e segue sem identificação oficial.
O caso continua sendo investigado para identificação do suspeito morto e localização dos demais envolvidos.


