A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso de Lages, instaurou procedimento para investigar a produção e circulação de imagens manipuladas envolvendo estudantes do Colégio Santa Rosa.

De acordo com informações apuradas a partir de boletins de ocorrência registrados pelas famílias, a investigação busca identificar os responsáveis pela criação de conteúdos de cunho sexual utilizando a imagem de meninas estudantes da instituição. As montagens teriam sido produzidas com o uso de ferramentas de inteligência artificial, combinando os rostos das adolescentes com imagens de corpos de mulheres nuas.
As fotomontagens teriam sido compartilhadas em grupos de aplicativos de mensagens e acabaram chegando ao conhecimento das próprias vítimas.
O episódio gerou forte repercussão entre familiares, amigos e estudantes do colégio. Segundo relatos, a situação provocou indignação na comunidade escolar, e a polícia chegou a ser acionada na escola na sexta-feira (6), após a possibilidade de confronto entre estudantes que pretendiam cobrar explicações dos supostos envolvidos.
A Polícia Civil informou que o caso está sendo tratado com atenção e que estão sendo adotados os procedimentos técnicos necessários para identificar os responsáveis. As autoridades também reforçam que, apesar da indignação de familiares, eventuais medidas devem ocorrer dentro dos trâmites legais e institucionais.
Embora o caso não envolva diretamente responsabilidade da escola pela produção do conteúdo, a direção do colégio também acompanha a situação e avalia providências internas para evitar novos episódios semelhantes.
Especialistas e autoridades alertam que a criação e a divulgação de imagens de conteúdo sexual envolvendo crianças ou adolescentes configuram crime, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A legislação prevê pena de reclusão e multa para quem produzir, compartilhar ou facilitar o acesso a esse tipo de material.
De acordo com familiares de uma das vítimas, representantes da escola teriam dialogado com os pais e informado que providências internas foram adotadas em relação a estudantes que teriam sido identificados como envolvidos no episódio. A principal preocupação, segundo os responsáveis, é preservar a identidade e a integridade das meninas afetadas pela situação.
Fonte: edsonvarela.com.br


