A Celesc informa que nesta quarta-feira, 29 de junho de 2022, é considerado dia normal de trabalho para todos os empregados da Companhia


A Intercel que representa os sindicatos majoritários, anunciou uma paralisação nesta quarta-feira devido às discussões sobre o novo plano de saúde e a nova forma de custeio propostos pela empresa. O assunto vem sendo debatido em conjunto, desde 2019, entre empresa, sindicados, fundação CELOS e Consultoria Atuarial contratada e conforme cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho – ACT.
Atualmente, o passivo atuarial da empresa ultrapassa os R$ 2,0 bilhões (dois bilhões de reais), tornando-se o maior risco ao negócio e à concessão da Celesc, sendo que mais da metade deste valor diz respeito ao passivo assistencial (plano de saúde). Esta dívida atuarial altíssima, e que foge da gestão da companhia, uma vez que são fatores externos como: taxa de juros, uso do plano de saúde, tábua de mortalidade, dentre outros, faz com que a empresa perca capacidade financeira para realizar os investimentos necessários na sua rede de distribuição de energia elétrica, para o bom atendimento aos mais de 7 milhões de catarinenses.
A primeira proposta da empresa ocorreu em agosto de 2021. Naquele momento, acordou-se entre empresa e sindicatos que o tema deveria ser discutido somente após o ACT de outubro daquele ano. Passado este período, a empresa fez várias outras rodadas de negociação com os sindicatos, assim como fez diversos comunicados sobre o tema e sanou dúvidas dos empregados. No último dia 15 de junho, a empresa formalizou a proposta final: manter o atual plano de saúde; criar um segundo e novo plano de saúde cerca de 25% mais barato do que o atual; que a adesão ao novo plano de saúde seja opcional aos empregados; manter a abrangência estadual para este novo plano de saúde; pagar integralmente (100%) este novo plano de saúde para os empregados na ativa e para seus dependentes; aportar no fundo assistencial da fundação CELOS recursos suficientes até o fim da concessão da empresa (2045) e que garantam os benefícios dos empregados aposentados e aqueles que vierem a se aposentar no atual plano de saúde, e que possuem o direito à contribuição da empresa no pós-emprego.
Sendo assim, a criação do novo Plano de Saúde nos termos apresentados só é possível com a mudança na forma de custeio. A proposta apresentada pela empresa, com seu devido embasamento jurídico, não reduz direitos dos empregados e, sim, viabiliza o acesso ao Plano de Saúde a todos os empregados da empresa e mantém o acesso tal como atualmente aos empregados aposentados.
Mantendo a mesma lógica de 2021, de que a discussão deste aditivo de acordo coletivo seja feita antes do ACT data base, a empresa acordou e assinou com os sindicatos no aditivo de acordo coletivo que, após a proposta final da empresa, os sindicatos teriam prazo de 15 dias para realizarem as assembleias. Logo, a Celesc aguarda que os sindicatos façam suas assembleias e ouçam os empregados sobre a proposta da empresa até próximo dia 30 de junho, para poder dar sequência ao processo. Caso contrário, a discussão será retomada somente após o ACT de outubro de 2022 e após os novos cálculos atuariais, em janeiro de 2023.
Caso haja adesão dos empregados à paralisação, o ponto do empregado será descontado e, no caso das lojas de atendimento, os clientes poderão consultar nossos canais digitais pela agência Web, pelo site celesc.com.br, ou o app da Celesc (para Android e iOS) que atendem quase a totalidade dos serviços prestados nas lojas físicas. Também Online, via call center pelo 08000 48 0120 (assuntos comerciais) e 08000 48 0196 (emergências rede elétrica) ou por SMS para o número 48196 para relatar falta de luz com a mensagem: SEM LUZ + o número da unidade consumidora.

Assessoria de Comunicação

Achou essa matéria interessante? Compartilhe!