Prefeitos apuram as dificuldades dos hospitais de Lages

O Hospital Tereza Ramos tem estrutura física, mas faltam médicos, especialmente anestesistas. O Hospital Nossa Senhora dos Prazeres tem profissionais médicos em seu quadro, mas falta estrutura física. Esta é a realidade constatada pelos prefeitos da Amures, em visita técnica na tarde desta terça-feira (14).

Na busca por solução para diminuir a fila de espera por cirurgia de pacientes do Sistema de Regulação (Sisreg), os prefeitos foram “in loco”, verificar a realidade dos dois maiores hospitais de Lages. Alguns vice-prefeitos e secretários municipais de saúde acompanharam a comitiva.

O diretor administrativo do Tereza Ramos, Maurício Batalha, recepcionou os visitantes no auditório do hospital, onde falou da estrutura. Do quadro aproximado de 1.200 colaboradores entre efetivos e terceirizados, dos 247 leitos, 30 leitos de UTI geral, oito de UTI neonatal, dos oito leitos de queimados e dos 42 leitos de maternidade. No bloco novo, dos 27 leitos de oncologia no primeiro andar, dos 31 leitos de enfermaria, no segundo andar, dos 20 leitos de UTI geral no terceiro andar e mais seis leitos de UTI que dever ser aberto em início de julho.

Batalha detalhou cada andar tanto do bloco antigo quanto novo do hospital e deixou claro que a maior dificuldade é contratação de médico. Uma saída encontrada foi remunerar os médicos também, por produtividade o que resultou num acréscimo de cerca de 70% do número de cirurgias. “Temos como meta saltar entre 400 e 500 cirurgias/mês até início do próximo ano. A média até abril passado era 150 cirurgias”, frisou o diretor do Tereza Ramos.

A deficiência maior do quadro de pessoal, ainda é médico anestesista. “A saída será licitar médico anestesista como pessoa jurídica, assim como vamos licitar radiologista para laudos e cirurgiões ginecológicos. E sobre as cirurgias eletivas, já vamos iniciar atendimentos conforme disponibilidade de médico anestesista”, afirmou Batalha.

No Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, os prefeitos foram recebidos pelo presidente do hospital, Ronny Albert Westphal, os médicos Ricardo Gargione, Silvio Frandoloso e Antonio Alves Rosa Junior e a diretora executiva, Andreia Maria Berto, que explicaram a estrutura e funcionamento da unidade.

O que ficou evidente é que o Nossa Senhora dos Prazeres possui quadro médico altamente capacitado, mas falta estrutura física. “Nosso maior problema é falta de leitos e temos de abrir mais unidades de internação. Para isso precisamos fazer uma série de remodelações, pois todos os espaços existenciais do hospital hoje, são utilizados”, afirmou Andreia Berto.

A presidente da Amures, prefeita de Palmeira Fernanda Córdova e o presidente do Consórcio de Saúde, prefeito de Rio Rufino Erlon Tancredo Costa, levarão as demandas dos hospitais ao governador Carlos Moises. Buscarão assim, construir uma solução conjunta entre Estado e prefeituras para minimizar o sofrimento de milhares de pessoas que aguardam por cirurgia na fila de regulação.

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