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Alerta máximo: Santa Catarina enfrenta disparada nos feminicídios e expõe crise na proteção às mulheres em 2026

Santa Catarina enfrenta um crescimento expressivo nos casos de feminicídio em 2026. Dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) indicam que, entre 1º de janeiro e 20 de abril, foram registradas 20 ocorrências , um aumento de 66,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 12 casos.

O avanço dos números reforça o alerta sobre a violência de gênero no estado e levanta questionamentos sobre a efetividade das políticas de prevenção. Especialistas destacam que, apesar da existência de mecanismos legais, ainda há dificuldades na identificação precoce de situações de risco e no acesso das vítimas à rede de proteção.

No início de abril, o governador Jorginho Mello (PL) sancionou uma lei que permite que pais ou responsáveis proíbam a participação de estudantes em atividades pedagógicas sobre igualdade de gênero. A norma vale para instituições públicas e privadas e prevê penalidades em caso de descumprimento, como multas, suspensão temporária e até cassação da autorização de funcionamento.

Para a presidente da Comissão Nacional de Combate à Violência Doméstica da OAB, Tammy Fortunato, é essencial ampliar o debate em diferentes espaços da sociedade. Segundo ela, escolas e ambientes de trabalho precisam estar preparados para identificar sinais de violência e orientar possíveis vítimas.

Outro dado que chama atenção é a concentração dos crimes em curtos intervalos de tempo. Apenas entre sábado (18) e domingo (19), quatro feminicídios foram registrados no estado. Levantamentos apontam que os fins de semana tendem a concentrar maior incidência de conflitos.

Informações do painel de Violência Contra a Mulher mostram ainda que a maioria das vítimas tinha entre 35 e 39 anos e, em grande parte dos casos, mantinha ou já havia mantido algum tipo de relação com o agressor. Em 83,3% das ocorrências, não havia registro prévio de violência.

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