Notícia no Ato

Mulher morta a tiros na frente dos filhos é identificada; suspeito era investigado por possível crime sexual contra enteada

Franciele Aparecida de Lima, de 34 anos, foi assassinada após se recusar a retirar medidas protetivas concedidas à filha adolescente. Suspeito fugiu após o crime.

Foi identificada como Franciele Aparecida de Lima, de 34 anos, a mulher assassinada a tiros na madrugada deste sábado (24), no município de Vargem, no Meio-Oeste de Santa Catarina. O crime aconteceu por volta das 4h, em uma residência na Avenida Marcos Ross, no Centro da cidade. Segundo a Polícia Civil, o principal suspeito é um homem de 61 anos, que estava sendo investigado por um possível crime sexual contra a enteada de 14 anos, filha da vítima. Em razão da investigação, a Justiça havia determinado medidas protetivas em favor da adolescente.

MORTA APÓS SE RECUSAR A RETIRAR MEDIDAS PROTETIVAS

Conforme as informações policiais, o suspeito teria invadido a residência e exigido que Franciele o acompanhasse para providenciar a retirada das medidas judiciais. Diante da recusa, ele teria tentado arrastá-la até um veículo estacionado em frente à casa. Durante a ação, a mulher caiu no chão e foi atingida por aproximadamente três a quatro disparos de arma de fogo.

Franciele morreu no local. O crime foi presenciado pelos filhos menores de idade da vítima e por uma ex-companheira do suspeito, que também morava na residência. Após os disparos, o homem fugiu e, até a última atualização divulgada, não havia sido localizado. A Polícia Científica realizou os procedimentos periciais, enquanto a Polícia Civil trabalha para esclarecer as circunstâncias do feminicídio e localizar o suspeito.

DESPEDIDA DE FRANCIELE

Segundo a Funerária Frei Rogério, o velório acontece neste sábado (24), na Capela Mortuária de Vargem. A cerimônia de despedida está prevista para domingo (25), seguida do sepultamento.

ALERTA CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

O caso reforça a importância de denunciar ameaças e situações de violência doméstica. Mulheres ameaçadas podem buscar proteção e orientação por meio do telefone 180. Em situações de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.

A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil.

Achou essa matéria interessante? Compartilhe!