O estudante de odontologia de 29 anos preso durante uma operação da Polícia Civil em Curitibanos foi encontrado morto na tarde desta quinta-feira (23) na Penitenciária Industrial de São Cristóvão do Sul, no Meio-Oeste de Santa Catarina. Ele havia dado entrada no sistema prisional menos de 24 horas antes, após ser autuado por tráfico de drogas.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (SEJURI), o detento ocupava uma cela de triagem e foi localizado sem sinais vitais durante a distribuição da alimentação. Policiais penais iniciaram os protocolos de emergência e acionaram uma equipe de saúde, mas a morte foi confirmada ainda dentro da unidade.
A cela foi imediatamente isolada para os trabalhos da Polícia Científica. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do caso, enquanto a Corregedoria-Geral da SEJURI abrirá um procedimento administrativo para verificar todos os protocolos adotados desde a entrada do preso na penitenciária. A causa da morte será conhecida somente após a conclusão dos exames periciais.
O homem havia sido preso na quarta-feira (22), durante o cumprimento de um mandado de busca realizado pela Delegacia de Investigações Criminais (DIC) de Curitibanos. Na residência, os policiais encontraram uma estrutura completa para o cultivo de maconha em ambiente fechado, equipada com iluminação artificial, exaustores, desumidificadores e sistemas de controle de temperatura e umidade.

No local foram apreendidas sete plantas de maconha, que somavam aproximadamente 3,8 quilos, além de cerca de 462 gramas da droga já colhida e em processo de secagem. Dois telefones celulares também foram recolhidos para análise pericial.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação estava em andamento desde 2024 e reuniu provas como mensagens, vídeos, fotografias e movimentações bancárias que indicariam que o estudante cultivava a droga e a distribuía para intermediários e usuários da região.
Agora, além da investigação sobre o suposto esquema de tráfico, as autoridades concentram esforços para esclarecer como ocorreu a morte do preso dentro da unidade prisional. Até o momento, nenhuma hipótese foi confirmada oficialmente.


