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Feminicídios em alta acendem alerta em Santa Catarina: maioria das vítimas já havia denunciado agressões

Santa Catarina vive um cenário preocupante de violência contra a mulher. Entre janeiro e julho de 2026, o Estado registrou 29 casos de feminicídio, conforme dados do Observatório de Violência Contra a Mulher. O levantamento revela um padrão que reforça a necessidade de atenção e denúncias: a maioria das vítimas foi assassinada por companheiros ou ex-companheiros.

O caso mais recente ocorreu em São José, na Grande Florianópolis. Greiziane da Silva Luz, de 29 anos, foi encontrada morta às margens da SC-281 com sinais de agressão e ferimentos causados por arma branca. O namorado, apontado como principal suspeito, foi preso dias depois. A investigação também revelou que a vítima já havia registrado boletins de ocorrência por ameaça e lesão corporal contra o investigado.

Os números chamam a atenção. Das 29 mulheres assassinadas neste ano, nove foram mortas pelos namorados, oito pelos maridos e sete por ex-companheiros. Outro dado alarmante é que 85,7% das vítimas já haviam procurado ajuda e denunciado episódios anteriores de violência, demonstrando que, em muitos casos, o feminicídio foi o desfecho de um histórico de agressões.

A faixa etária mais atingida é a de mulheres entre 25 e 39 anos. Em pelo menos quatro casos, as vítimas tinham filhos com os autores dos crimes, ampliando o impacto da violência para toda a família.

O levantamento também aponta que as armas brancas foram o principal meio utilizado nos feminicídios registrados em Santa Catarina neste ano, seguidas pelas armas de fogo.

Um alerta que pode salvar vidas

Os dados reforçam que ameaças, agressões, perseguições e qualquer tipo de violência não devem ser tratados como situações isoladas. Especialistas alertam que esses comportamentos costumam aumentar de gravidade ao longo do tempo e podem terminar de forma trágica.

Mulheres que estejam em situação de violência devem buscar ajuda imediatamente. Em casos de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Também é possível registrar denúncias e buscar orientação por meio da Central de Atendimento à Mulher, no número 180, que funciona gratuitamente em todo o país.

O combate ao feminicídio depende da denúncia, da atuação das autoridades e do apoio da sociedade para que sinais de violência não sejam ignorados.

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