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Bola de futebol enviada pelo Mercado Livre direto para cela de preso chama atenção em presídio de Lages

Uma encomenda entregue no Presídio Masculino de Lages, na Serra Catarinense, acabou chamando atenção não pelo conteúdo, mas pelo endereço extremamente detalhado. Dentro do pacote, enviado pelo Mercado Livre, havia uma bola de futebol destinada a um detento da unidade.

O que surpreendeu a direção do presídio foi a forma como a encomenda foi identificada. Além do nome do preso, a embalagem trazia informações internas da cadeia, como galeria e até o número da cela onde ele cumpre pena.

A entrega foi interceptada antes de chegar ao destinatário. A administração da unidade decidiu reter o pacote e abriu apuração para descobrir quem fez o envio e como o remetente tinha acesso a dados tão específicos sobre a localização do detento dentro da prisão.

A nota fiscal anexada ao pacote continha o CEP do presídio e o complemento “Presídio”, sem qualquer tentativa de ocultar o destino da encomenda. As demais informações estavam escritas manualmente na embalagem.

Inicialmente, surgiu a suspeita de que o próprio preso pudesse ter feito a compra de dentro da unidade prisional, mas a hipótese ainda não foi confirmada. A principal linha investigada aponta que o envio pode ter sido realizado por um familiar.

Apesar da repercussão do caso, bolas de futebol não são itens proibidos dentro da unidade. A prática esportiva faz parte das atividades permitidas aos internos, assim como o acesso à televisão em determinadas galerias, conforme o comportamento dos presos.

O que causou estranheza, porém, foi o método utilizado para a entrega: uma compra online comum, enviada diretamente para o presídio com identificação completa da cela do detento.

O caso segue sendo analisado pela direção da unidade prisional.

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