A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) reforçou nesta sexta-feira, 6, o alerta à população sobre o chamado “golpe do falso advogado”. A fraude já fez milhares de vítimas no Brasil e tem causado prejuízos financeiros e emocionais. O crime ocorre quando golpistas entram em contato com pessoas que têm processos judiciais e pedem pagamentos para liberar supostos valores a receber.

De acordo com a OAB Nacional, mais de 17 mil vítimas já foram registradas no país. Em Santa Catarina, a OAB-SC também contabiliza centenas de relatos de uso indevido de nomes e números de registro de advogados.
Como é o golpe do falso advogado
Na maioria dos casos, os criminosos entram em contato por WhatsApp ou telefone, se passando por advogado, representante de escritório ou até integrante do sistema de Justiça. Eles informam que a vítima teve decisão favorável em um processo e que há dinheiro disponível, mas afirmam que é necessário pagar custas, taxas, impostos ou honorários finais para liberar o valor.
Para tornar o golpe mais convincente, os estelionatários utilizam dados públicos de processos, fotos reais de advogados, números verdadeiros da OAB e linguagem jurídica. Também há registros de chamadas de vídeo e até vídeos manipulados com uso de inteligência artificial. O pagamento solicitado geralmente é feito por Pix ou boleto, muitas vezes em nome de terceiros.
Segundo relatos registrados em Santa Catarina, idosos e pessoas que aguardam aposentadorias, precatórios ou ações trabalhistas estão entre os principais alvos. Em muitos casos, os golpistas utilizam informações de processos que realmente existem para ganhar a confiança da vítima.
Como se proteger do golpe
A orientação que a Alesc traz é para que os cidadãos:
- Desconfiem de mensagens informando liberação de valores mediante pagamento antecipado;
- Nunca façam transferências sem confirmar diretamente com seu advogado ou com o escritório responsável;
- Verifiquem se o profissional realmente está registrado na OAB;
- Evitem tratar assuntos de processo apenas por mensagens;
- Nunca informem senhas ou dados bancários.
Para conferir a regularidade do advogado acesse aqui.
O que fazer se cair no golpe
Se a pessoa já tiver feito a transferência, a orientação é agir imediatamente. O primeiro passo é entrar em contato com o banco e solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix. Após isso, é fundamental registrar boletim de ocorrência.
Outras indicações é guardar comprovantes e conversas com o golpista. Além de denunciar perfis falsos nas plataformas utilizadas.


