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Local já usado para desova volta a ser cenário de crime e quatro jovens são encontrados mortos em SC

O local onde foram encontrados os corpos de quatro jovens naturais de Minas Gerais, que estavam desaparecidos em Santa Catarina, já havia sido utilizado anteriormente para a desova de outros cadáveres. A informação foi confirmada pelo delegado Pedro Mendes, responsável pela investigação, em declaração feita na segunda-feira (5).

Segundo o delegado, nenhuma hipótese é descartada quanto às circunstâncias e motivações das mortes. Os corpos foram localizados no sábado (3), em uma área de mata no município de Biguaçu, na Grande Florianópolis, e apresentavam lesões.

A Polícia Civil confirmou que as vítimas são Daniel Luiz da Silveira, de 28 anos, Bruno Máximo da Silva, também de 28 anos, Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos.

As causas das mortes ainda estão sendo analisadas pela Polícia Científica. Com a confirmação das identidades, a Polícia Civil de Santa Catarina passou a concentrar esforços para esclarecer a dinâmica e a motivação dos assassinatos. De acordo com o delegado, as investigações consideram diferentes possibilidades, como envolvimento em disputas entre facções criminosas, desentendimentos anteriores ou crimes de natureza patrimonial.

A polícia também iniciou a oitiva de familiares das vítimas, com o objetivo de traçar o perfil dos jovens e compreender o contexto em que estavam inseridos. Além disso, investigadores buscam imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a reconstituir os passos das vítimas antes dos crimes.

Outro ponto considerado pela investigação são eventuais antecedentes criminais. Conforme informações da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Bruno Máximo da Silva teve quatro passagens pelo sistema prisional entre agosto de 2019 e dezembro de 2023, sem divulgação das motivações. Já Pedro Henrique Prado de Oliveira ficou detido por um dia em julho de 2024, sendo liberado após a concessão de alvará de soltura pela Justiça. A motivação da prisão também não foi informada.

As investigações seguem em andamento.

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