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WhatsApp ganha novo recurso para proteger conversas; saiba como a ferramenta funciona

Mark Zuckerberg anunciou um novo recurso do WhatsApp chamado Proteção de Conversas. A nova ferramenta permitirá que as conversas sejam protegidas através da criação de senhas e de uma pasta separada, mesmo que outras pessoas tenham acesso ao aparelho. O recurso começou a ser implementado nesta segunda-feira (15) e estará 100% disponível nas próximas semanas.

Para os próximos meses, haverá a proteção de aparelhos adicionais e a criação de uma senha personalizada, para que o usuário possa utilizar uma senha diferente do aparelho.

Ao utilizar a proteção, será possível remover a conversa da caixa de entrada e coloca-lá em uma pasta própria, que só pode ser acessada com uma senha ou por biometria. O recurso também esconde automaticamente o conteúdo e as notificações.

Um conta, vários aparelhos

Outra funcionalidade, que começou a ser implementada no final de abri com a promessa de estar disponível para todos nas em poucas semanas, torna o WhatsApp mais prático. O mensageiro passará a permitir que uma só conta se conecte a diferentes celulares. A funcionalidade estará disponível tanto para aparelhos Android, quanto para IOS, nas próximas semanas.

A atualização permitirá vincular o celular com até quatro outros aparelhos, o mesmo que acontece ao conectar o aplicativo em navegadores da web, tablets e computadores. A funcionalidade fará com que cada telefone se conecte a uma conta de forma independente.

O WhatsApp Business, o aplicativo voltado para empresas, também terá a atualização. Com isso, mais funcionários poderão responder aos clientes diretamente do celular deles na mesma conta.

Violação de dados

A paulistana Ligia Bedin, de 42 anos, caminhava na rua ouvindo música no celular quando, de repente, Facebook, WhatsApp, Instagram e LinkedIn, todas as suas redes sociais se desconectaram. O que a princípio lhe pareceu apenas um bug rendeu dor de cabeça por mais de um ano. Foram feitos anúncios em plataformas de venda usando seu nome e endereço, hackers interagiram com parentes e amigos se passando por ela, os pagamentos de boletos não foram reconhecidos, e ela chegou a perder uma oportunidade de emprego por não receber chamadas no celular.

Roubo de identidade digital, vazamento de dados, recuperação de reputação, cobertura de indenização a terceiros, monitoramento de vulnerabilidades são algumas das proteções oferecidas por seguros de risco cibernético. O ramo do mercado segurador que mais cresce no Brasil — registrou alta de 70% de 2021 para 2022, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) — está abrindo o leque de ofertas a pequenas e médias empresas e pessoas físicas, como Ligia.

“Descobri que meus dados foram vazados e estavam na deep web. Contratei o seguro de risco cibernético porque tinha medo de, no futuro, ser processada por causa dos anúncios falsos”, conta Ligia.

Brasil alvo de ataques – Até pouco tempo, para o consumidor comum estavam disponíveis apenas as chamadas proteções digitais, que cobrem, por exemplo, transferência por Pix e TED feita mediante extorsão, como um sequestro-relâmpago. Ou pagamentos realizados por aproximação (NFC) após furto ou roubo do celular.

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