A bactéria Pseudomonas aeruginosa, encontrada em lotes de produtos da Ypê recolhidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, pode provocar desde infecções leves na pele até quadros graves em pessoas com baixa imunidade. Além disso, o microrganismo apresenta alta resistência a antibióticos, o que dificulta o tratamento.
Segundo especialistas, a bactéria vive naturalmente no solo, na água, em plantas e em superfícies úmidas. Embora ofereça baixo risco para pessoas saudáveis, ela pode se tornar perigosa em pacientes com feridas abertas, diabetes, fibrose cística ou imunidade comprometida.

Bactéria pode aparecer nas axilas, unhas e objetos úmidos
A Pseudomonas aeruginosa se desenvolve principalmente em locais abafados e úmidos. Nas axilas, por exemplo, ela pode causar foliculite e dermatites relacionadas ao contato com água contaminada. Além disso, suor excessivo e depilação favorecem a entrada da bactéria no organismo.
Nas unhas, a infecção pode provocar a chamada “síndrome da unha verde”, onde a unha começa a descolar, muda de cor, pode ficar dolorida e até apresentar mau cheiro.
Além do corpo humano, a bactéria também aparece em pias, banheiras, solo contaminado e outras superfícies úmidas.
Contaminação acende alerta sobre produção
Especialistas afirmam que a presença da bactéria em produtos de limpeza indica falhas no processo de fabricação. Segundo especialistas, o problema pode ter ocorrido na água utilizada, na higienização da linha de produção, na formulação dos produtos ou até nas embalagens.
Após o recall, a Anvisa orientou consumidores a suspenderem imediatamente o uso dos lotes afetados e seguirem as recomendações da agência. Pessoas com pele sensível, feridas abertas ou baixa imunidade devem redobrar os cuidados.



