No dia 22 de março, completou-se um ano desde o episódio que colocou o vice-prefeito de Lages, Jair Júnior, no centro de uma grave acusação de violência contra a mulher. Passados doze meses, o processo judicial segue sem conclusão e avança de forma lenta.
Enquanto a tramitação ocorre, o vice-prefeito continua presente na rotina da cidade e atuando na esfera pública, o que mantém o caso em evidência no debate local.
A situação ganhou repercussão em todo o estado quando veio à tona, levantando discussões não apenas sobre a seriedade das denúncias, mas também sobre o papel e a responsabilidade de agentes públicos em casos envolvendo violência de gênero.
Um ano depois, a falta de um desfecho reforça, para parte da população, a percepção de demora na responsabilização. Embora o andamento de processos judiciais deva respeitar o direito de defesa e os trâmites legais, casos dessa natureza — especialmente quando envolvem figuras públicas — costumam gerar maior expectativa por respostas mais rápidas das instituições.
Mais do que o caso em si, o simbolismo pesa. Quando uma autoridade enfrenta acusações graves e o processo permanece indefinido por tanto tempo, cresce a sensação de que a justiça pode não acompanhar a urgência esperada pela sociedade.
Diante disso, permanece a dúvida: quanto tempo será necessário para que um caso dessa magnitude tenha uma definição?
Relembre o caso
O episódio foi divulgado em 22 de março de 2025, quando Jair Júnior foi acusado de agredir sua então companheira em um apartamento em Lages. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar e investigada com base na Lei Maria da Penha.
Posteriormente, o Ministério Público de Santa Catarina aceitou a denúncia, transformando o caso em ação penal.
Desde então, o vice-prefeito também esteve envolvido em outros episódios de repercussão política no município, incluindo um registro de ocorrência após danificar o pneu do carro utilizado pela prefeita Carmen Zanotto.
Na época, Jair Júnior chegou a anunciar que se afastaria do cargo, mas permaneceu na função. Ele também acabou sendo expulso do partido Podemos.
Houve ainda a abertura de um processo de impeachment na Câmara de Vereadores de Lages, que acabou sendo anulado pela Justiça em julho do ano passado.
Com informações do upiara scc10



