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Destroços de helicóptero que levava Rick são liberados para retirada na Serra Catarinense

Uma nova etapa começa após o acidente aéreo que matou o cantor Rick e outras quatro pessoas na Serra Catarinense. A empresa JTA Empreendimentos recebeu nesta quinta-feira (24) autorização do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e da Polícia Civil para iniciar os procedimentos relacionados à retirada dos destroços do helicóptero Bell 430, matrícula PP-MGR.

A liberação, no entanto, não significa que a aeronave será removida imediatamente. O local da queda é de difícil acesso e a empresa ainda avalia a logística, os equipamentos e as condições de segurança necessárias para realizar a operação. Até o momento, não há data definida para a retirada.

Caixa-preta será analisada

Antes da liberação dos destroços, investigadores do Cenipa concluíram a etapa inicial dos trabalhos no local, recolhendo materiais e evidências considerados importantes para a apuração.

Entre os equipamentos recuperados está o Cockpit Voice Recorder (CVR), conhecido como caixa-preta, que registra comunicações e sons dentro da cabine. O equipamento será encaminhado ao Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (LABDATA), em Brasília, onde os dados serão extraídos e analisados.

A recuperação do gravador não significa que a causa do acidente já esteja esclarecida. O conteúdo será confrontado com outras evidências e informações reunidas pelos investigadores.

O Cenipa informou que a investigação entra agora na fase de análise de dados, que poderá envolver aspectos relacionados ao voo, ambiente operacional, fatores humanos, componentes, equipamentos e sistemas da aeronave.

Acidente deixou cinco mortos

O helicóptero seguia de Porto Belo para São Joaquim quando caiu na região de Urubici. Os destroços foram localizados na terça-feira (22), após uma ampla operação de buscas.

Morreram no acidente o cantor Rick, o empresário Bruno Avelar de Souza, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.

Segundo consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac, o Bell 430, matrícula PP-MGR, foi fabricado em 2001 e constava com situação de aeronavegabilidade normal.

As causas da queda ainda não foram determinadas. A investigação conduzida pelo Cenipa segue em andamento e não há prazo divulgado para sua conclusão.

Fonte:@noticianoato

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