Notícia no Ato

Evento na Câmara debate comunicação responsável em casos de violência contra a mulher

Promovido pela Procuradoria Especial da Mulher, o ato reuniu comunicadores, autoridades e a população na busca por uma comunicação mais sensível e responsável

“Informar para Proteger”, evento da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara de Lages, realizado na noite de 9 de setembro, no Plenário Nereu Ramos, trouxe luz à forma como os casos de violência contra a mulher são divulgados na mídia, além de discutir com especialistas e com o público sobre maneiras de aprimorar o cuidado às vítimas e seus familiares.

O ato foi capitaneado pelas vereadoras Prof.ª Elaine Moraes e Bruna Uncini (ambas do Cidadania), respectivamente, procuradora especial e procuradora adjunta da Mulher na Câmara de Lages. Em suas falas, as parlamentares evidenciaram a importância em trazer à sociedade para essa discussão e, assim, fortalecer as iniciativas desempenhadas pelo poder público na proteção das mulheres.

Também participaram autoridades como a prefeita Carmen Zanotto (Republicanos), o presidente do Legislativo Lageano, vereador Mauricio Batalha Machado (Podemos), forças de segurança públicas, representantes de entidades civis e ainda os repórteres Mateus Barreto, do grupo NSCTV/TV Globo, e Schaina Marcon, da Rádio Clube/SCC, que enriqueceram o debate a partir de suas percepções e experiências vividas nas coberturas jornalísticas.

Na ocasião foi apresentado o “Guia de Boas Práticas para a Cobertura Jornalística de Casos de Violência Contra as Mulheres”, escrito pela pesquisadora lageana, doutora Melissa Amaral, a qual foi agraciada com uma moção de aplausos da Câmara de Lages na sessão desta terça-feira (dia 8). A publicação teve o apoio do Ministério Público de Santa Catarina e da Associação Catarinense de Empresas de Rádio e Televisão (Acaert), que fez a distribuição do material aos veículos associados por todo o estado.

Comunicar com responsabilidade também é uma forma de proteger as mulheres

O Guia (disponível em anexo) apresenta 21 práticas relacionadas ao ato de comunicar, que vão desde a produção da pauta até a publicação. Ele é dividido em cinco eixos: compreender, respeitar, contextualizar, responsabilizar e proteger, mas segundo Melissa, todos passam pelo conceito de educar, princípio fundamental às boas práticas.

O material aponta ainda as diferentes formas de violências sofridas pelas mulheres, como a física, psicológica, sexual, moral, patrimonial, política de gênero, digital e vicária (quando se atinge aqueles que a mulher ama) de modo a informar e conscientizar a população para que haja uma mudança de mentalidade e tenhamos, a partir disso, uma sociedade mais segura às mulheres. “Comunicar com responsabilidade também é uma forma de protegê-las”, explica a autora.

Por outro lado, abordagens inadequadas podem contribuir para a exposição, a culpabilização e a revitimização das mulheres. Por isso, o Guia apresenta uma contribuição relevante ao orientar profissionais da comunicação sobre a necessidade de informar sem transformar a dor e o sofrimento em espetáculo.

Ao final, é apresentado um checklist para que os comunicadores possam se pautar e realizar coberturas de casos com mais ética, responsabilidade, cuidado e respeito às mulheres. “Este não é um livro para ficar na estante, espero que ele fique aberto sobre as mesas, seja riscado e rabiscado, usado mesmo como uma ferramenta para a produção nas mais diversas formas de comunicar”, explica Melissa.

IMPORTANTE!

Se você souber de alguma situação de violência, busque ajuda através dos canais oficiais e gratuitos das forças de segurança pública:

190 – Polícia Militar | 181 – Polícia Civil | 180 – Central de Atendimento à Mulher.

O contato da Procuradora Especial da Mulher na Câmara de Lages é o (49) 3251-5493. Por sua vez, o telefone da Secretaria Municipal de Políticas para a Mulher e para o Idoso é (49) 3019-7454.

Existem também aplicativos disponíveis para download, de graça, como o da Rede Catarina, da Polícia Militar, que atua em casos que envolvem medidas judiciais protetivas.

LUTAR PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER É UM DEVER DE TODOS!

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