A safra de pinhão em Santa Catarina deve registrar uma queda média de até 35% em 2026, segundo estimativas da Epagri. A redução está ligada principalmente a fatores climáticos registrados em anos anteriores, que afetaram o ciclo produtivo das araucárias.

De acordo com o extensionista da Epagri, Aziz Habou Haten, a variação na produção é considerada comum, já que a araucária responde diretamente às condições climáticas, como períodos de seca ou excesso de chuva.
Em alguns municípios, a previsão aponta para quedas de até 70% na produção, enquanto em outras regiões a expectativa é de aumento de cerca de 15%, o que resulta em uma média regional negativa.
“O pinhão ainda é uma atividade basicamente extrativista. No ano passado, a previsão era de uma queda de 32%, mas a quebra real foi de apenas 20%, porque o preço atrativo motivou os agricultores a buscarem sementes em locais de difícil acesso”, explicou Aziz.
Fiscalização e sustentabilidade
A colheita e comercialização do pinhão seguem proibidas até o dia 1º de abril, conforme determina a legislação ambiental. A medida busca garantir a maturação das pinhas e também proteger a fauna local, especialmente a gralha-azul, ave fundamental para a dispersão das sementes da araucária.
Quem descumprir a regra pode sofrer multas aplicadas pela Polícia Militar Ambiental.
Alternativas para fortalecer a produção
Para reduzir a pressão sobre as florestas nativas e ajudar a estabilizar a renda dos produtores, a Epagri tem incentivado algumas tecnologias e formas de agregação de valor ao produto, como:
- Plantio de araucárias enxertadas
- Produção de pinhão moído
- Fabricação de paçoca de pinhão
Um levantamento definitivo sobre o volume total colhido deverá ser realizado pela Epagri ao final da safra, em setembro.


