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Moco-166-1Aprovada por unanimidade na sessão de segunda-feira (17), a moção legislativa 166/2017 reivindica providências do governo estadual para impedir o fechamento da Central de Regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Lages. De autoria do vereador Mauricio Batalha Machado (PPS) e assinada pelos demais legisladores, a matéria solicita que todas as medidas sejam adotadas para manutenção da unidade na cidade, bem como sejam tomadas providências administrativas para reversão da decisão tomada pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB), em 22 de junho. 
Santa Catarina possui oito centrais de regulação do Samu, nas cidades de Blumenau, Balneário Camboriú, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joaçaba, Joinville e Lages. São nesses municípios que profissionais realizam a triagem das ligações recebidas, aplicando um protocolo, inclusive de acompanhamento de médico, para decidir entre enviar uma equipe (com médico e ambulância) ou apenas orientar por telefone. Com o possível fechamento da central de regulação em Lages, essa triagem seria feita pela central de Chapecó. 
O Governo do Estado deve reduzir a quantidade de Centrais em Santa Catarina a fim de promover a redução de gastos. A transferência de Lages para Chapecó chegou a ser estudada, mas o governador, Raimundo Colombo, garantiu a manutenção da Central em Lages. Contudo, a Câmara Municipal preferiu se manifestar a respeito, pois entende que as informações estão desencontradas em relação aos documentos de conhecimento público firmados, entre a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina e Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), em reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Esses documentos, inclusive, foram encaminhados para conhecimento de todos os prefeitos da região, onde se prevê a desativação da central de regulação do Samu de Lages. 
A moção será encaminhada ao governador Raimundo Colombo e ao prefeito Antonio Ceron (ambos do PSD), manifestando o apoio do Legislativo Lageano quanto à permanência da Central no município. “A retirada da Central de Lages representará verdadeiro retrocesso no sistema de estruturação da saúde no interior do Estado, visto que a regulação, sendo realizada em outra cidade por operadores que desconhecem as peculiaridades de Lages e da serra catarinense, como a localização dos municípios e respectivos bairros, tempo de deslocamento entre eles, condições das vias de acesso, contato com outras equipes de suporte do sistema integrado de emergências, entre outros, implicaria em imediato prejuízo à população da serra catarinense”, destaca o vereador Maurício.